habituei-me a estar só. a contar comigo, e só comigo, para fazer planos, para traçar objectivos. habituei-me a fazer o que quero, quando quero. a estar com quem quero, sem grandes justificações ou razões. sem pensar que pertenço a alguém, e que, alguém me pertence a mim. prefiro levar as coisas sem obrigações, como quem trabalha porque gosta e não por necessidade. há coisas que não se controlam, e eu, acho que não estou preparada para perder, assim, a minha liberdade. lembro-me de ouvir que quando nada é garantido tem mais piada, que torna cada palavra mais especial quando dita ao ouvido e no silêncio do momento. sigo como se de uma filosofia ou religião se tratasse. porém, também te digo, se fosses o amor da minha vida, nada disto faria sentido, quebrava todas as regras, movia todos os Mundos. mas, como, ainda, não és, tenho medo. medo esse que me impede de ser Eu num todo. o passado ensinou-me a dar muito valor ao Amor, a não o banalizar. a apenas deixar entrar no coração quem eu tenha certezas que não mo vai partir em bocadinhos microscópicos. não tenho vontade, nem tempo, para o (re)construir depois. a frieza talvez seja a arma que mais perto está, mas usarei sempre o sorriso como escudo, e o abraço como bomba.
apenas os resistentes, os verdadeiros guerreiros, sobrevivem. serás tu um?
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