Aqui estou eu, sentada neste comboio que todos os dias me obriga a mergulhar em reflexões e momentos meus. Eis que surges tu. Pego num papel, numa caneta, olho o horizonte e espero que a mão, quase que num acto involuntário escreva aquilo que está entalado na minha garganta, aquilo que o coração fecha, tranca e impede de to dizer. Porque é que é agora, neste chão carregado de incertezas, que me lembro de cada momento, de cada pormenor, que me encheu dias e dias de ti?
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